Câncer colorretal é o segundo mais incidente no Brasil

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Neoplasia atinge homens e mulheres, e novos casos deixam de ser diagnosticados em decorrência da pandemia

As campanhas coloridas de saúde têm sido fundamentais para mobilizar entidades públicas e privadas a conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do cuidado relacionado a doenças que acometem boa parte da sociedade.

Março ganha também a cor “Azul-Marinho” na campanha que faz um alerta à população sobre o câncer colorretal. A ideia, que surgiu a partir do Dia Nacional de Combate ao Câncer de Intestino – celebrado no dia 27/03 – é ampliar o conhecimento das pessoas sobre essa doença que está associada à má alimentação, ao sedentarismo e, em alguns casos, à genética.

O médico oncologista do Centro de Oncologia IHG – Medicina Humanizada, Gabriel Felipe Santiago, alerta que o tumor é considerado o segundo tipo de câncer mais comum e incidente no Brasil, tanto para homens quanto para mulheres. “Desconsiderando o câncer de pele não melanoma, este tipo de câncer perde apenas para o de mama, no caso das mulheres, e o de próstata, nos homens. Atualmente, observa-se o considerável aumento da incidência também em jovens – 35 anos a 50 anos”, revela.

Genética – É possível prevenir o câncer com aconselhamento genético. Gabriel Santiago afirma que estudos oncológicos reportam uma elevação nas taxas de incidência e mortalidade entre adultos jovens, com idade inferior a 50 anos. “Nesse grupo etário em especial, acredita-se que 20% dos diagnósticos podem ter associação com síndromes hereditárias”, afirma.

O médico explica que existem as síndromes de câncer colorretal hereditário associadas à polipose (polipose adenomatosa familiar – FAP – mais conhecida) e não associada à polipose, caso da Síndrome de Lynch. Responsável por cerca de 5% dos casos de câncer de intestino, a Síndrome de Lynch é decorrente de uma alteração genética que aumenta o risco de desenvolvimento de tumores no cólon e no reto.

Pandemia – Segundo Gabriel Santiago, o número de diagnósticos de pacientes com câncer colorretal diminuiu cerca de 46% em 2020, comparado a 2019.  “Entre os meses de março e julho de 2019, cerca de 38% dos casos diagnosticados de câncer colorretal já estavam em estágio avançado. Durante a pandemia em 2020 esse número saltou para 64%, no período”, revela.

De acordo com o médico, a oncologia foi duramente afetada pelos efeitos da pandemia, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) faz uma previsão alarmante para o ano de 2021: 41 mil novos casos de câncer colorretal podem ser diagnosticados só neste ano. “Os casos que deixaram de ser detectados em 2020, aparecerão no sistema de saúde este ano”, aponta Gabriel Santiago, que assegura: “todas as medidas de segurança estão sendo tomadas e os exames são realizados de forma que não exponha o paciente aos riscos da Covid”.

Sintomas – O oncologista chama a atenção para sintomas como perda de peso sem causa aparente, diarreia e mudanças nos hábitos intestinais, sangue e muco nas fezes e irregularidades atípicas do intestino. “A descoberta do câncer colorretal em seu estágio inicial garante que o paciente tenha grandes chances de eliminar a doença. A cirurgia é a opção mais viável nestes casos. Prestar atenção aos sinais que o corpo demonstra é crucial, evitando que os tumores malignos se espalhem para outros órgãos”, esclarece Gabriel Santiago.

Para o médico, a colonoscopia, exame simples que previne e detecta o câncer colorretal, é uma das principais formas de prevenção, associada aos hábitos de vida saudável.

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