Até 50% dos cânceres são preveníveis e atraso no tratamento aumenta mortalidade

Hora News

Estudo feito pela Sociedade Europeia de Oncologia apresentou taxas de prevenção de cânceres e mostrou que alguns tumores podem ser prevenidos com informação, estilo de vida e exames

Apesar de ser uma das doenças mais temidas do século, novo estudo feito pela Sociedade Europeia de Oncologia em colaboração com a Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (Iarc, em inglês), mostrou que de 30 a 50% de todos os cânceres poderiam ser prevenidos. Segundo a médica oncologista Danielle Laperche, o número de exames de rastreamento no Brasil já são insatisfatórios ao que é recomendado como ideal. Em comemoração ao Dia Mundial do Câncer (4 de fevereiro), a médica fez uma live sobre o tema em seu perfil do Instagram e pode ser acessada por este link.

“Temos baixa procura para o rastreamento de diversos cânceres que podem ser prevenidos ou diagnosticados em fases iniciais. E com a pandemia isso ficou caótico. Houve uma queda muito grande das consultas e sabemos que o diagnóstico tardio diminui as chances de tratamento e cura, dependendo do tipo de tumor. Muitos exames estão disponíveis na rede pública, mas a procura ainda é baixa. E existe outro desafio: as pessoas fazem os exames, como o papanicolau, mas não buscam os resultados e nem retornam ao médico”, afirma Laperche.

No Brasil, durante a primeira onda da pandemia, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) realizou levantamento que mostrou que 74% dos oncologistas tiveram um ou mais pacientes com o tratamento postergado por mais de um mês, além de queda de agendamentos nos consultórios. Um estudo publicado no The British Medical Journal em novembro confirma: a cada quatro semanas de atraso no tratamento do câncer aumentam em 13% as chances de morte.

Taxa de prevenção de diferentes tipos de câncer (Sociedade Europeia de Oncologia)

  • Cervical (cabeça e pescoço) – 100%
  • Pulmão / Cavidade oral / Esôfago – 90%
  • Melanoma / Estômago – 75%
  • Colorretal – 55%
  • Hepático / Bexiga – 40%
  • Pancreático / Uterino – 35%
  • Mama – 25%

Especialistas temem abandono do tratamento

Segundo apurado pelo Instituto Oncoguia, exames usados para detecção precoce da doença tiveram queda vertiginosa em 2020. As biópsias, por exemplo, caíram pela metade de março a setembro. No mesmo período, o número de pacientes oncológicos que iniciaram o tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) diminuiu cerca de 30%.

A maior preocupação é que a interrupção do tratamento faça com que os tumores sofram metástase, ou seja, se espalhem pelo corpo aumentando significativamente as chances de morte. Mesmo com a expectativa de uma nova onda de contaminações pelo coronavírus e com hospitais novamente superlotados, a recomendação é que os pacientes não abandonem a terapia neste momento. “Já precisávamos trabalhar para melhorar os índices do rastreamento, mas ao invés de progredir, a pandemia nos fez regredir. Por isso, é tão importante usar esse dia 4 de fevereiro para reforçar que o câncer pode ser prevenido e tratado”, finaliza a médica oncologista.

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