Embaixadora do Prêmio Mulheres do Agro é referência para a união feminina no campo

Idealizadora do grupo que reúne mais de 750 produtoras rurais, a Rede UMA (União das Mulheres do Agro), e Embaixadora do Prêmio Mulheres do Agro 2020, Cristiane Steinmetz lidera a gestão da Fazenda Boa Vista, junto com a irmã, Adriane Steinmetz, e a mãe, Clélia Steinmetz. Localizada em Mineiros (GO), a fazenda produz soja e milho. “Eu tinha começado o curso de direito, em Goiânia, porém, antes de concluir a faculdade, voltei para o campo para ajudar o meu pai, em meio a uma crise financeira. A partir daí, vi que o meu destino era seguir os passos da minha família na administração da propriedade. Assim, com 21 anos, já estava auxiliando no gerenciamento da lavoura”.
Mas, foi após o falecimento do seu pai, em 2014, que Cristiane assumiu as tarefas da fazenda de vez. “Estávamos nós, as três mulheres da casa, com um enorme desafio: dar continuidade a história da família com raízes fincadas no agro. Enquanto eu passei a operar a parte comercial, de compra e venda de insumos e produtos, além de gerenciar o contato com funcionários, minha irmã passou a cuidar da parte financeira”, explica Cristiane.

Segundo a embaixadora, o grande diferencial para dar continuidade à produção foi a busca constante por conhecimento. Após se formar em direito, a produtora começou uma pós-graduação em Liderança Executiva e Gestão Empresarial, além de um curso técnico em agronegócio, para melhorar a coordenação da fazenda. “Fomos ganhando mais segurança em relação ao nosso trabalho. O entendimento da nossa propriedade, aliado à sensibilidade que nós, como mulheres, sempre tivemos, foi fundamental para o sucesso. Ao passar das safras, fomos aumentando não só a nossa produtividade, como a rentabilidade do nosso negócio: saímos de uma média de 60 sacas por hectare em soja para 71 sacas, neste ciclo, por exemplo”, comenta.

A Rede UMA – União das mulheres do Agro

Segundo a produtora, o fato de ser mulher e muito jovem, em um ambiente tipicamente masculino, sempre gerou insegurança em fornecedores, funcionários e demais pessoas envolvidas no meio. “Em 2019, a gestão feminina já representava 41% dos produtores em Goiás, segundo o Sistema Faeg/Senar. Estes números mostram a importância que nós temos para a agricultura brasileira e que nossa presença veio para somar e não segregar gêneros”, comenta.

Neste contexto, também se juntou à irmã Adriane para fundar a Rede UMA, que já conta com mais de 750 mulheres envolvidas. A iniciativa articula um site de conteúdo próprio, com cursos e palestras, por meio de parcerias, além de atividades nas redes sociais – sempre com o intuito de fomentar conhecimento e trocar experiências.

“A UMA é um grupo de mulheres protagonistas do campo, onde somos sempre UMA por todas e todas por UMA. Nós temos como pilares básicos a capacitação pessoal e profissional das credenciadas, amor, a união e a admiração umas pelas outras. É preciso se admirar mais e competir menos entre si. Afinal, todas estão unidas em torno do mesmo objetivo: fortalecer cada vez mais o setor agropecuário brasileiro para que seja reconhecido e respeitado como merece”, explica.

Este ano, Cristiane também tem um papel fundamental no Prêmio Mulheres do Agro 2020, por ser uma das embaixadoras da premiação: estimular a participação de outras agropecuaristas na premiação, dando voz aos trabalhos sustentáveis que as gestoras de fazendas estão desenvolvendo no campo. A terceira edição da iniciativa está com inscrições abertas até o dia 15 de setembro no site www.premiomulheresdoagro.com.br.

“Se tem um conselho que posso dar para as produtoras que querem participar da premiação este ano é: acredite em você. Não deixe ninguém lhe convencer do contrário. Apesar de ter tido todos os motivos para desistir, resolvi seguir em frente”, finaliza Cristiane.

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