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12 de julho de 2020

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Dermatologista alerta para os riscos do uso de álcool gel caseiro

Diante do aumento do uso do álcool gel para prevenir o avanço do novo coronavírus, o produto já está em falta em muitos estabelecimentos comerciais. Há também os casos em que a venda é feita por preços abusos, prática que tem sido combatida pelos órgãos de defesa do consumidor. A realidade é que esse cenário tem feito muitas pessoas optarem por receitas caseiras de álcool gel. O que muitos não sabem é que a produção do antisséptico em casa é arriscada e contraria a legislação brasileira, conforme avalia o Conselho Federal de Química (CFQ).

Circulam na internet inúmeras receitas caseiras para produção de álcool em gel a partir do álcool líquido concentrado. De acordo com a dermatologista Juliana Araújo, além do uso do produto na forma líquida aumentar o risco de acidentes que podem resultar em incêndios, a combinação para formação do álcool gel não é eficaz no combate ao avanço do novo coronavírus. “O que seria uma arma contra o vírus, pode potencializar infecções, alergias e erupções cutâneas”, diz Drª Juliana Araújo.

“Isso é sério e deve ser repassado. Temos visto várias receitas caseiras, inclusive com gel de cabelo. Isso é grave. Se não tiver álcool gel em casa, intensifique a higienização com água e sabão, mas não insistam nessas receitas caseiras. As consequências podem ser gravíssimas. Pode causar danos à pele, como dermatites irritativas, e pode não garantir a defesa adequada. Vivemos em um momento crítico, e arriscar desse jeito é irresponsável”, alerta.

Apesar de pouco encontrado, o álcool líquido ainda é utilizado por alguns. Mas, conforme destaca a dermatologista, o produto não deve ser aplicado nas mãos. “Esse vale apenas para limpeza de ambientes, assim como a água sanitária e desinfetantes, além de limpadores multiuso com cloro. Para as mãos, a melhor opção será sempre a combinação de água e sabão. Caso não consiga higienizar dessa forma, use o álcool gel 70%, que garantirá o mesmo resultado”, finaliza.

Alta procura

A prova de que é grande o número de pessoas apelando para o álcool gel está nas buscas na internet. Desde o dia 15 de março, foi registrado um aumento de menções nas redes sociais ao “álcool em gel caseiro” ou “como fazer álcool em gel”. No dia 18, quarta-feira, o volume de publicações chegou a 5,6 vezes o total do registrado no domingo, quando começou o crescimento.

É o que aponta levantamento da STILINGUE, plataforma de Inteligência Artificial (IA) para o idioma Português (PT-BR) – com foco em Social Intelligence & Responding em tempo real. O Twitter registrou 54% das menções, o Facebook 21% e YouTube 20%. As mulheres se mostraram mais preocupadas com o tema, representando 46% do total de publicações.

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