O Sonho que virou pesadelo

Quem vive de aluguel tem o sonho de adquirir a casa própria, atualmente existem programas que nos permitem realizar esse sonho, entretanto há cerca de quatro anos, esse sonho virou um verdadeiro pesadelo e uma dor de cabeça para alguns moradores do Jardim Cerrado, que tiveram suas residências tomadas pela Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh) que na época tinha como secretário Sebastião Ferreira Leite, conhecido como Juruna e o atual deputado estadual Vinicius Cirqueira (PROS) como superintendente do programa de habitação.

Uma das denúncias que chegou a nossa equipe veio foi da dona Marcilei Silva de Moraes que teve a casa tomada, e invadida no dia 31 de dezembro de 2016. Além do documento de recebimento do imóvel, a Marcilei apresentou também o boletim de ocorrência (B.O) feito no dia que teve a casa tomada.

No B.O registrado junto a Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), Marcilei afirmou que sua residência foi dada a uma outra mulher com o nome de Marcilene, a qual tinha um documento oriundo da habitação para possuir sua residência.

Além do documento Marcilei tem vídeos que comprovam a invasão da sua casa, momento em que ela estava prestes a ter a escritura da residência, quando a mesma lhe foi tomada. Ao tentar resolver a questão com o então secretário e com o superintendente, a mesma foi orientada a comparecer na pasta, entretanto de acordo com a denúncia os documentos dela desapareceram no dia e até o momento não foram encontrados.

O Hora News levantou que em 2016 foi lançado um edital para que casas inabitadas no Jardim do Cerrado fossem repassadas a outras pessoas. Durante esse processo, a mulher que foi colocada na casa de Marcilei foi uma das contempladas. Entretanto, para uma casa ser inabitada, não pode haver sequer um móvel na residência, no caso de Marcilei, um armário que estava em sua casa, foi apreendido e permanece na residência.

Outro ponto que chama a atenção é que o processo envolvendo o caso de Marcilei, já é trabalhado para que a “contemplada” com a casa em 2016 possa ter a escritura do imóvel, porém como existe uma briga judicial, e Marcilei já tinha o direito, pois morava há mais de cinco anos na residência quando lhe foi tomada, sumiram os documentos que lhe davam o direito de ter a escritura.

Além de Marcilei outras pessoas também tiveram a casa tomada no período, por meio de vídeos é possível ver uma mulher tentando reaver sua residência e acompanhada de um Guarda Civil. Durante a conversa com a pessoa que invadiu a casa, o guarda questiona onde estão os móveis da pessoa, e fala que o rapaz não pode ficar ali, pois a moça apresenta o documento em seu nome, de proprietária da residência.

Em outro vídeo gravado no dia, um homem explica que após cinco anos o órgão não poderia revogar o direito, pois conforme lei passa a ser direito adquirido do beneficiário. Nas imagens é possível ver que informam que a escritura já estava pronta, porém os envolvidos sumiram com as escrituras das casas que foram tomadas pelos responsáveis pela secretaria e pelo superintendente de habitação na época.

Além dos vídeos e documentos apresentados, foram enviados a nossa reportagem áudios de outras pessoas, que denunciaram o esquema, inclusive o caso onde a casa de uma grávida eles tentaram tomar, mas o rapaz do áudio se envolveu para impedir a injustiça.

Por telefone tentamos entrar em contato com a Secretaria para buscar informações sobre o que vai ser feito em relação a essas pessoas, todavia nenhuma das nossas ligações foram atendidas. O espaço fica aberto para que todos os citados possam se pronunciar sobre o caso.

Um comentário em “O Sonho que virou pesadelo

  • 11 de março de 2020 em 20:05
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    A minha casa tambem foi tomada, meu telefone e 61998155398

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