Sem conclusão inquérito sobre morte de Ricardo Boechat

Um ano após o acidente que vitimou o jornalista Ricardo Boechat, de 66 anos, e o piloto de helicóptero Ronaldo Quattrucci, de 56, as investigações que apuram as causas da queda da aeronave não foram concluídas. Conforme publicação do G1 as informações foram fornecidas pela Força Área Brasileira (FAB) e Secretaria de Segurança pública de São Paulo (SSP-SP).

Conforme a publicação o irmão do jornalista que morreu no dia 11 de fevereiro do ano passado, Carlos Boaechat, a saudade e a falta do ente são sentidas diariamente pela família, que segue sem respostas das autoridades sobre as causas da queda da aeronave.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) divulgou uma nota onde alega que pela complexidade do caso, não há uma previsão para finalizar as investigações do acidente da queda do helicóptero que vitimou o jornalista e o piloto. Conforme a nota quando as investigações forem concluídas, o Cenipa vai divulgar um comunicado com medidas preventivas para aeronaves do mesmo modelo do acidente.

A SSP informou que a investigação policial busca descobrir as causas do acidente, se alguém ou algum órgão publico contribuiu para a queda da aeronave que vitimou Ricardo Boechat e o piloto. Entretanto, a secretaria informou que as investigações do caso ocorrem em sigilo.

Conforme a publicação o 46º Distrito Policial (DP), em Perus, aguarda o relatório da FAB sobre a queda da aeronave, para poder encerrar a investigação na esfera criminal. A matéria traz que o documento pode nortear a investigação a entender o que houve com o helicóptero que o jornalista viajava.

Câmaras de segurança mostram que a aeronave tenta um pouso forçado após uma pane, que até o momento não foi identificada pela perícia, no momento que bateu com um caminhão.

Em virtude da falha a Aeronáutica tenta descobrir se a mesma foi no motor ou no rotor do helicóptero, do modelo Bell 206 de prefixo PT-HPG, levou o piloto Quattrucci a tentar o pouso de emergência no Rodoanel Mário Covas e a Rodovia Anhanguera, onde colidiu com um caminhão.

Além da falha mecânica para que o piloto tentasse o pouso de emergência, o Cenipa investiga também uma deficiência técnica na manutenção da aeronave que pode ter ocasionado a falha, pois o próprio piloto era o dono da empresa responsável pelo helicóptero e fazia os trabalhos técnicos nele.

A investigação descobriu que em outros acidentes envolvendo aeronaves da empresa, o piloto reutilizava equipamentos ou materiais, como correias de outras aeronaves ou até mesmo das acidentadas, que não é recomendado pelos fabricantes.

IML

De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal de São Paulo (IML-SP), o jornalista e o piloto da aeronave morreram com politraumatismos, ocasionados pela colisão com o caminhão que trafegava pela via.

O laudo do Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo mostra que o caminho colidiu com o helicóptero que levava o Ricardo Boechat e o piloto Ronaldo Quattrucci seguia em uma velocidade de 40 km/h. O caminhão tinha acabado de sair da praça de pedágio do Rodoanel e seguia em direção à Rodovia Anhanguera.

Conforme a publicação mesmo sem ter o inquérito concluído, policiais que participam das investigações afirmam que o acidente envolvendo o helicóptero e o caminhão não foi criminoso.

*Com informações do G1

Helio Lemes

apaixonado pela vida e pelos esportes

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