Operação da PF visa presidente da Funasa e ex assessor de Onyx Lorenzoni

Foi deflagada na manhã desta quinta-feira (6/2) pela Polícia Federal (PF) a Operação Gaveteiro que investiga o desvio de vebas do antigo Ministério do Trabalho (MT) através da contratação de uma empresa de Tecnologia da Informação em Brasília e em outros cinco estados.

Entre os alvos da operação está o presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) Ronaldo Nogueira, e o ex-assessor do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, Pablo Tatim. De acordo com as informações publicadas o presidente da Funasa foi ministro do Trabalho no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB).

São cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 41 de busca e apreensão no Distrito Federal, em Goiás, São Paulo, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

A ação consiste em buscas na sede da Dataprev, empresa do ramo de tecnologia de processamento de dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e entre os mandados de prisão que estão sendo cumprido, está o do consultor jurídico José Ivanildo Dias Júnior.

A Justiça Federal determinou também o bloqueio de aproximadamente R$ 76 milhões das contas dos investigados. Ainda foram concedidas medidas cautelares aos celulares dos envolvidos que os proíbem de sair do país.

As investigações tiveram início após um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) mostrar que a contratação da empresa foi um subterfúgio, usado pela organização criminosa que atuava no MT, para desviar entre 2016 e 2018, mais de R$ 50 milhões do ministério.

De acordo com as investigações da PF, a empresa foi contratada para gerir o sistema de informação do Ministério do Trabalho e encontrar fraudes na concessão do seguro-desemprego.

Os envolvidos vão responder por peculado, organização criminosa, fraude à licitação, falsificação de documento particular, corrupção ativa e passiva e as penas somadas podem chegar a 40 anos de prisão.

*Com informações do Metrópoles

Helio Lemes

apaixonado pela vida e pelos esportes

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