Moda goiana ganha o Fashion Bureau

Um dos três pilares definidos no início do ano passado pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), ao lado do crescimento da mineração e da industrialização de grãos, o fortalecimento da cadeia produtiva da moda goiana ganha um importante instrumento de mobilização e articulação dos diversos atores. Trata-se do lançamento, segunda-feira (10/02), às 17 horas, na Casa da Indústria, do Goiás Fashion Bureau, iniciativa que nasce em parceria da própria Fieg com Fecomércio, Sebrae, Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Goiás (OCB-GO), Banco do Brasil e Secretaria de Estado de Indústria e Comércio (SIC).

Entre os objetivos do Fashion Bureau, que terá papel de articulação, com execução das ações pela Câmara da Moda da Fieg, estão apoiar e fortalecer o desenvolvimento da cadeia produtiva da moda, tornando-a cada vez mais sustentável; desenvolver e apoiar projetos que defendam e criem incentivos para amparar os industriais, comerciantes e trabalhadores do setor; elaborar programas, câmaras setoriais e atividades relacionadas a cadeia produtiva; ampliar a competitividade das empresas nos segmentos industrial e comercial; e avaliar ambientes econômicos e mercadológicos que envolvem o setor.

“Queremos Goiás em 1º lugar de produção de moda no Brasil”, diz Sandro Mabel
De acordo com o presidente da Fieg, Sandro Mabel, idealizador da iniciativa, diversas ações estratégicas serão articuladas pelo Fashion Bureau, inclusive para identificar as fragilidades nos elos da cadeia produtiva. “Só temos moda em Goiás porque o setor se auto-organizou. Agora, para avançarmos é fundamental uma ação mais estratégica, desenvolvendo marcas, e não somente facções”, afirma.

Dentre as ações elencadas, está o fomento à implantação de indústrias fornecedoras de matérias-primas para o setor (ex. botões, zíperes, tecelagens etc.), atuando em parceria com o poder público na elaboração de políticas para atração de investimentos. “Temos enorme potencial para crescimento. Queremos Goiás no primeiro lugar na produção de moda no Brasil”, destaca Sandro Mabel.

Levantamento realizado pela área técnica da Fieg mostra que o setor da moda movimenta, em média, US$ 35 trilhões em vendas por ano no mundo, sendo que a Ásia concentra 70% da produção têxtil e 65% da produção de vestuário. A participação do Brasil nesse mercado é de 2,4%, ocupando a 5ª posição no ranking mundial de têxteis e 4º lugar em produtos de vestuário.

“Apesar de o Brasil possuir a maior cadeia têxtil completa do Ocidente, produzindo desde algodão, fibras, fiações, tecelagem, beneficiadoras, confecção até os grandes eventos de desfiles de moda, percebemos o potencial que temos para crescer quando vemos a China liderar o setor, concentrando 50% de tudo o que é produzido”, argumenta Sandro Mabel.

No Brasil, a Moda movimenta R$ 187 bilhões/ano, com 62 mil indústrias e mais de 1 milhão de funcionários. Em Goiás, apesar do expressivo crescimento nos últimos anos – sobretudo com o desenvolvimento do polo da Rua 44, que emprega diretamente cerca de 160 mil pessoas –, o setor ainda é bastante pautado pela informalidade. É de olho nesse bilionário mercado de vestuário, acessórios, calçados e cosméticos que as entidades empresariais uniram esforços para a estruturação do Goiás Fashion Bureau.

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