Consumidor pagou R$ 35 bilhões com sistema de bandeiras tarifárias

Helio Lemes

Valor pago daria para construir duas usinas de Jirau

A utilização dos sistema tarifário de bandeiras, com as bandeiras Branca, Amarela, Verde e Vermelha pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) custou nos últimos cinco anos ao bolso do consumidor R$ 35,42 bilhões conforme levantamento feito pela Agência.

O valor em questão é equivalente ao dobro do gasto na construção da hidrelétrica de Jirau. Para se ter uma ideia a usina construída em Rondônia custou R$ 19 bilhões e sua capacidade foi planejada para atender a 40 milhões de pessoas.

Há cinco anos o sistema de bandeiras tarifárias é usado no Brasil, o modelo entrou em vigor em 2015, com o aumento do custo de energia do país, devido a forte estiagem na época.

Na época os reservatórios baixaram o nível de armazenamento devido a falta de chuvas e para economizar água das usinas foi preciso colocar as termelétricas para funcionar, mas que o custo na geração de energia é mais caro.

Antes de implementar as bandeiras tarifarias a conta extra pelo aumento do uso das termelétricas era suportado, no primeiro momento, pelas distribuidoras. Todavia, o custo foi repassado para o consumidor na sequência com juros e as tarifas de energia nas revisões feitas pela Aneel, e o consumidor era quem pagava o preço no final das contas.

Com o sistema de bandeiras é possível arrecadar recursos para fazer frente aos custos extras imediatamente. A Aneel defende o atual sistema, pois segundo a agência é mais vantajoso para o consumidor.

No ano passado a conta das bandeiras fechou com superávit de R$ 736,9 milhões. O sistema arrecadou um pouco mais do que o necessário para bancar a conta extra das termelétricas em 2019.

Conforme a Aneel o dinheiro que sobrou desse montante vai ser usado para reduzir as tarifas durante 2020, mas o impacto nas contas de luz vai ser pequeno.

Em 2015 foi registrada a maior arrecadação por meio das bandeiras tarifárias R$ 14,692 bilhões. E a partir dali o montante vem caindo, pois os reservatórios das hidrelétricas ainda não conseguiram se recuperar da forte estiagem daquele ano.

*Com informações do G1

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