Hoje e sempre será dia de Índio

A Casa de Fraternidade Caminho da Luz, no Bairro Floresta em Goiânia abriu as portas de seu bazar solidário, para doar, quantas foram necessárias, peças de roupas para um grupo indígena de passagem por Goiânia em marcha a Brasília. Destino da “Primeira Marcha das Mulheres Indígenas” que ocorre de 9 a 14 de agosto.

Um gesto inspirador que atende em parte as necessidades dos povos originais de nosso país que na época do descobrimento eram 8 milhões e meio e hoje foram reduzidos a pouco mais 800 mil remanescentes, divididos em 305 etnias e 274 idiomas representando nações que são cada uma delas uma cultura única de imensa sabedoria que acabou no esquecimento pela indiferença do invasor branco que começou a ser dizimada a partir do chamado “descobrimento”.

Jucilene Barros e Rosa Kambeba, lideranças indígenas presentes na Marcha das Mulheres Indígenas.

Aquele mesmo episódio do “herói” Pedro Alvares Cabral e suas caravelas cheia de ratos, pestes e tripulantes bebados e doentes depois de mais 40 dias sem tomar banho navegando em oceano aberto. Reza a história real que os índios tapavam as narinas quando se aproximavam dos estrangeiros vindos de além mar.

Teria que gastar muito papel e tinta para relatar as mazelas sofridas pelos povos indígenas desde esse dia, mas em vez disso vamos falar dessa semana dedicada a eles, especialmente dia 09 de agosto, o “Dia dos Povos Indígenas” reconhecido em todo o mundo. Em 2007, comemorando a segunda década internacional dos indígenas, foi aprovada a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. As doação feitas por ativistas, apoiadores e entidades são sempre bem vindas.

Juliany de Paula, goiana, ativista e voluntária na Ilha do Bananal.

Chegou a hora de retribuirmos e agradecermos os nossos traços indígenas miscigenados em nossa cultura na formação do que hoje chamamos de população brasileira. Assim a entidade Casa de Fraternidade Caminho da Luz que atende a toda população, e atendeu pela primeira vez indígenas se senti grata pela oportunidade de servir.

E conta com doações de roupas e alimentos e poderá ser ajudada pelo telefone (62) 98513-1751, sob coordenação da advogada Dna. Alcenia Mendonça de Araújo, que a mais de 20 anos iniciou este trabalho voluntário na região noroeste de Goiânia, onde mantém e protege um lindo bosque de árvores rodeado de macacos e animais silvestres, época onde a pobreza sobrava e o poder público era escasso.

Distribuindo ao longo destes anos a sagrada sopa de sábado à tarde, e a cesta de verduras que arrecada através de doações ao longo da semana, o alimento físico e servido após a meditação e orientação das crianças, sendo o conhecimento e a instrução o primeiro alimento compartilhado por toda sua equipe, colaboradores e frequentadores do local.

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