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6 de julho de 2020

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Um novo olhar sobre Parques e Bosques de Goiânia

Artigo de Opinião Pública, por Douglas Bucalem, empresário do ramo de Engenharia e Comunicação em Goiânia

Quem mora em Goiânia já está acostumado com as áreas verdes na região urbana. Já em 2009, a capital Goiânia recebia o título de “Capital brasileira com melhor qualidade de vida” do Instituto Brasil Américas por causa dos 32 parques e bosques implantados na cidade. Muitos com potencial turístico e cultural ainda pouco, ou não explorado.  

Foto:Reprodução

Tomando como exemplo o Parque Areião, desconhecida da maioria do público goianiense, o local abriga além de uma área verde total de 245.000 m² na região Sul entre os setores Pedro Ludovico Teixeira e Marista; uma pista de cooper de 2.400m totalmente iluminada, duas estações de ginásticas, um campo de futebol, um parque infantil e um lago. Mas não é só isso: existe também o Projeto Vila Ambiental, com locais de para palestras, monitoramento ambiental e passeios orientados por guias de eco turismo. Pelo menos, deveria funcionar assim. Para isso existe a infraestrutura de cabanas de madeira que funcionam como sala de aula e biblioteca, além de um auditório ao ar livre coberto por touceiras de bambus gigantes trazidas do Japão pelos antigos moradores da região do Parque. Nesse ambiente podem ser feitos passeios monitorados acompanhados por macacos sapecas, ilustres moradores do Parque, que adoram roubar comida dos visitantes.

Foto:Reprodução

O Bosque dos Buritis também é um espetáculo à parte que se destaca pela flora variada do cerrado goiano, pelo Museu de Arte de Goiânia e o Monumento pela Paz do artista Siron Franco. Hoje, arvores raras no cerrado goiano são encontradas nesse local. Uma curiosidade é que o monumento pela Paz foi uma encomenda da Comunidade Bahái’i de Goiânia, que todo o dia 21 de dezembro, Dia internacional da Paz, realiza uma cerimônia em que são depositados amostra do solo de cada país simbolizando a manutenção da Paz mundial. Já são mais 110 ao todo inseridos no monumento em formato de ampulheta.

Entre os em construção, está o Parque Bernardo Elis que será o maior parque linear da América Latina, com 24 quilômetros de extensão. A reserva começa no Setor Faiçalville e vai até o Urias Magalhães entre as margens do Córrego Macambira e do Ribeirão Anicuns.

O Parque Ambiental Macambira que faz parte de um projeto que tem o financiamento BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, já tem uma área de lazer implantada de belíssima paisagem, áreas de descanso e um teatro em pedra rústica.

O Parque Mutirama ou Parque das Crianças é um exemplo de orientação temática destinado ao público infantil, pioneiro na América Latina. Reinaugurado a poucos dias, agora o seu acesso é totalmente gratuito.

Esses são apenas alguns exemplos de um potencial turístico e socioambiental único e raro em uma grande cidade como Goiânia. Falta somente o incremento empresarial turístico em torná-los produtos “vendáveis” aos olhos dos visitantes. Uma boa estruturação de propaganda e marketing resolveria a questão no formato de Roteiro Turístico. A população da região metropolitana tem que conhecer esse verdadeiro tesouro ambiental. Em geral, só se sente a necessidade de preservar, aquilo que as pessoas conhecem presencialmente. Quem vem a Goiânia com certeza irá se sentir atraído pelo número de opções verdes de lazer ligados a preservação ambiental. A parceria da iniciativa privada com o poder público nesse caso pode viabilizar um grande negócio para a cadeia produtiva do turismo local.

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